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Questão habitacional em Porto Alegre

 O principal argumento utilizado atualmente para a ocupação da região extremo sul é o déficit habitacional que, em Porto Alegre é de, aproximadamente 38 mil unidades, segundo dados do IBGE (2010). Em contraponto a este dado, existem 48 mil imóveis desocupados na região mais central do município.

Porém, o que está se vendo na região extremo sul é a implantação de condomínios de classe média e alta, ou de sítios de lazer, que em nada colaboram para a diminuição desse déficit. A tendência será termos cada vez mais imóveis desocupados na região central, em detrimento da transformação de áreas naturais conservadas em condomínios ditos “ecológicos”.

A construção de moradias para resolução do problema do déficit habitacional é realmente uma necessidade em Porto Alegre. O problema é que com o advento do Programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida e as políticas públicas de “higienização” da cidade para a Copa 2014, formaram um contexto favorável à transformação da Zona Rural de Porto Alegre em periferia. Prova disso é que das 30 áreas gravadas recentemente como AEIS, 22 são na região extremo sul, ficando assim clara a segregação sócio-espacial proposta pelo poder público.  

O adensamento populacional em regiões inadequadas acaba criando diversas demandas para o poder público. A deficiência de transporte público na região e a carência de mercado de trabalho capaz de absorver essa futura mão de obra são dois ótimos motivos para se reavaliar esse processo.

 



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